Herdade Papa Leite C51

Tipo  Branco

Ano  2017

Solo  Luvissolos Férricos

Caracterizam-se pela presença de um horizonte de acumulação de argila a determinada profundidade, dominam nas terras planas e mediterrânicas do Alentejo, entre Beja e Portalegre.

Castas  Moscatel, Chenin Blanc e Viognier

Notas de Prova

Cor  Palha aberto com aspecto cristalino

Aroma  Muito subtil, cheio de mel e aromas minerais

Sabor  Equilibrado na boca, denso que perdura ao longo da prova com as mesmas notas encontradas no nariz.

Grau  13%

Informação da Vinha

O ano 2017, foi um ano generoso em qualidade dos vinhos produzidos, tendo sido muito rigoroso em termo de condições climáticas.

O abrolhamento da vinha ocorreu a 10 de Março. Realizou-se três tratamento para o oidium. A seca estrema que ocorreu por todo o País, fez antecipar a vindima para o inicio de Agosto.

Sugestão  Servir a uma temperatura de 11º-13º C

Vinho que acompanha bem uma tábua de queijos, um delicioso peixe ao sal, um txuleton suculento, ou qualquer prato de peixe grelhado ou no forno e também pratos de carne grelhada.

Castas Selecionadas

MOSCATEL

 

Moscatel é provavelmente a casta que apresenta maior concentração de compostos aromáticos, sendo por isso fácil de identificar. A uva Moscatel é bastante adocicada. Apresenta aroma de uva madura, almíscar, mel, pêssego, damasco, nectarina e laranja, e nota florais de rosa e jasmim.

As uvas, quando vinificadas, podem produzir desde vinhos leves e secos, diversos tipos de vinhos brancos aromáticos e frutados, visto que apenas uma pequena quantidade de uva Moscatel é suficiente para conferir o aroma de fruta ao vinho.

Vários vinhos e espumantes são produzidos a partir da uva Moscatel, tendo sempre a caraterística adocicada.

Acompanham muito bem sobremesas e, quando gelados, são refrescantes e muitas vezes bebidos como aperitivo. Não deve ser consumido acima dos 20º C, para evitar que se torne demasiado doce.

CHENIN BLANC

 

Existem vários tipos de Chenin Blanc, com diferentes doçuras, podendo adaptar-se a uma grande variedade de gostos.

A casta Chenin Blanc produz vinhos espirituosos, brancos secos de verão e graciosos. Também pode ser usada para a produção de vinhos envelhecidos em barril de Carvalho, com aroma semelhante ao Chardonay.

Como vinho branco, a Chenin Blanc tem uma grande variedade de aromas, dependendo do tipo de produção.

Seco: quando as uvas são fermentadas secas e mantidas frescas, produzem um vinho muito simples, com aromas de pêra ácida, marmelo, gengibre e camomila.

Meio-seco: quando alguns dos açucares naturais da uvas são deixados no vinho, podemos saborear aromas mais ricos de pêra madura, gengibre, jasmim, maracujá e favos de mel.

Doce: tipos mais doces de Chenin Blanc têm aromas de diospiro, amêndoa tostada, manga, gengibre e mandarina

A extraordinária acidez e o sabor doce inerentemente associado do Chenin Blanc levam a que combine bem com comidas que tenham um elemento ácido e doce. A cozinha do Sudoeste Asiático ou costeletas de porco com maçã combinam muito bem com um tipo mais rico e doce de Chenin Blanc.

VIOGNIER

 

Viognier é um vinho branco encorpado, com origem em França. É apreciado pelos seus aromas perfumados de pêssego, tangerina e madressilva, podendo ser envelhecido em barril de carvalho, o que lhe acrescenta um sabor cremoso com susgestão a baunilha.

O paladar do Viognier varia desde os sabores suaves da tangerina, manga e madressilva aos aromas mais cremosos de baunilha com noz-moscada e cravo-da-índia. Dependendo do produtor e do modo de produção, irá variar em intensidade, de leve e com algum gás com um toque amargo a ousado e cremoso. O Viognier apresenta normalmente menor acidez, é mais leve e mais perfumado do que o Chardonnay.

Os vinhos são tipicamente secos embora alguns produtores produzam um vinho um pouco menos seco que intensifica o aroma a pêssego do Viognier. Os vinhos produzidos com a casta Viognier originam quase sempre uma sensação gordurosa no meio da língua. Os tipos mais secos são menos frutados e possuem uma ténue amargura.

 O teor alcoólico do Viognier varia de 13,5 a 15%, o que parece não ser uma grande diferença. No entanto, estes dois extremos possuem sabores muito diferentes, parecendo dois vinhos distintos ao paladar. O Viognier com cerca de 14% de teor alcoólico é mais leve e simples.

Se preferir um tipo mais rico, ousado, e mais frutado, deve escolher um vinho com maior teor alcoólico.

A casta Viognier produz melhores vinhos quando cresce em regiões solarengas com temperaturas moderadas por noites noites frias ou perto de massas de água, mantendo assim a sua acidez.

O truque para combinar comida com o vinho Viognier está em respeitar totalmente as suas notas florais e acidez média. Assim, deve focar-se em adornar e expandir os aromas fundamentais do vinho, garantindo que as comidas com que o vai combinar não são demasiado ácidas ou pesadas. Os aromas no prato devem destacar os aromas frutados e cremosos do vinho.

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